Sensação do momento e assunto de todas as rodinhas de tecnologia, o Google Wave é a mais nova arma da gigante norte-americana pela hegemonia nos serviços on-line.
Com lançamento oficial previsto para o primeiro semestre de 2010, o Google, como já é de praxe no mercado, disponibilizou versões-teste para alguns usuários ao redor do mundo, inclusive estes que vos falam.
Confira abaixo uma rápida introdução sobre o serviço e nossas primeiras impressões:
O QUE É
O Google Wave é um ferramenta on-line e gratuita que mistura as funções de um mensageiro instantâneo (ex. MSN) e um wiki (tecnologia que permite, por exemplo, a colaboração na Wikipedia) com diversos outros aplicativos (extensions ou gadgets) já presentes ou ainda em desenvolvimento.
Trata-se, portanto, de uma ferramenta para comunicação, colaboração e interação em tempo real. Segundo o próprio Google, o Wave é “como o email seria se tivesse sido inventado hoje”.
O QUE FAZ
Como dito no tópico acima, o Wave não é simplesmente uma integração de diversos serviços, mas sim uma proposta de interação em tempo real que pretende, em longo prazo, reinventar a maneira de comunicar e trabalhar na web.
Para tanto, ele proporciona facilidade de interação, de colaboração e de compartilhamento (com a velha – e longamente aguardada – funcionalidade de “arrastar e soltar”) além da possibilidade de criação de mapas, fluxos e tudo o mais que as pessoas realizam hoje em seu cotidiano.
Imagine-se utilizando seu email, Word e MSN num único serviço online e gratuito. Acredite, o resultado de nossos testes (até o presente momento) tem sido mais do que a mera soma das partes.
COMO FAZ
Como ocorre com toda grande inovação (venha o Wave a ser o marco tecnológico que o Google afirma ou não) o choque inicial demora alguns dias a passar, o que é agravado pela utilização de novas nomenclaturas e uma nova proposta de navegação. De waves a blips e extensions (confira nosso Glossário!), o novo serviço do Google trabalha nomes e interações em prol de uma experiência inovadora.
As waves, verdadeiras centrais de interação, possuem algumas funcionalidades que mesclam, num único ambiente (ou numa única “página” ou “aba”), comunicação com diversos usuários e edição de mensagens de forma não linear. Explicando: os mensageiros comuns não possibilitam edição uma vez que a mensagem seja enviada. Numa wave, você interage de forma não linear; você pode entrar na conversa em qualquer ponto ou participante, focar num único assunto e iniciar uma conversa paralela a partir desse ponto.
Não fosse o bastante, você pode editar qualquer mensagem, sua ou dos demais participantes, a qualquer momento. A mensagem pode ter sido enviada há meia-hora ou estar sendo digitada naquele exato momento (sim, no Wave você pode ver a outra pessoa digitando em tempo real – estamos prevendo uma quantidade ímpar de problemas de relacionamento…) e, uma vez que o participante clique em “done”, você pode editá-la da maneira que melhor lhe convier. A mensagem passa a apresentar, então, dois ou mais participantes (tantos quantos os que editarem aquela mensagem) e mostra, ao usuário original, o que foi alterado.
Conclusão
Ainda é cedo para afirmar que o Wave cumprirá a pretensiosa meta de revolucionar a comunicação na internet, mas acreditamos que ele possui esse potencial.
Ainda falta ao time do Google (personificado na figura do Dr. Wave) apresentar soluções principalmente voltadas ao mobile e à integração com outras ferramentas de comunicação, mas eles já provaram mais de uma vez que não podem ser subestimados.